Régua urbana inflaciona índice de pobreza rural amazônica em 17%
Estudo da UFPA revela que métricas tradicionais superestimam a pobreza na Amazônia rural ao usar parâmetros urbanos.

Pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA) lançaram um novo indicador que ajusta o cálculo da pobreza na Amazônia rural, apontando que as métricas convencionais, baseadas em parâmetros urbanos, inflacionam o índice em 17%. O estudo, publicado no portal Superinteressante, destaca que a aplicação de uma "régua urbana" em regiões com características socioeconômicas distintas distorce os resultados, levando a políticas públicas que não refletem a realidade local.
O método proposto substitui variáveis urbanas por parâmetros que consideram a infraestrutura, acesso a serviços e padrões de consumo típicos das comunidades rurais amazônicas. Assim, o índice corrigido oferece uma visão mais precisa das condições de vida e das necessidades de intervenção.
A pesquisa ressalta que a correção pode influenciar diretamente a alocação de recursos governamentais e a definição de prioridades em programas de desenvolvimento sustentável. Embora o estudo ainda esteja em fase de validação, os autores afirmam que a nova métrica já demonstra maior alinhamento com dados de campo e relatos de moradores.
A UFPA planeja expandir a aplicação do indicador para outras regiões do Brasil, buscando reduzir distorções e melhorar a eficácia das políticas de combate à pobreza.