A pista invisível no intestino que explica a febre após a vacina
Estudo aponta que a flagelina presente no microbioma pode influenciar as reações individuais aos imunizantes.

Uma pesquisa recente publicada pela Superinteressante aponta que a febre e outras reações comuns após a aplicação de vacinas podem estar diretamente relacionadas ao microbioma intestinal de cada indivíduo. A investigação científica sugere que a variabilidade nas respostas do organismo à mesma dose do imunizante encontra explicação em fatores biológicos internos até então pouco explorados pela medicina tradicional.
O foco da análise recai sobre a flagelina, uma proteína específica utilizada pelas bactérias para a sua locomoção no trato digestivo. Conforme apontam os dados levantados, a presença e a ação dessa substância no organismo humano podem modular a intensidade com que o sistema imunológico reage após receber a vacinação, o que esclarece por que algumas pessoas apresentam forte febre enquanto outras não sentem praticamente nada.
Os dados disponíveis ainda deixam lacunas sobre todos os mecanismos exatos dessa interação complexa entre os micro-organismos intestinais e os imunizantes aplicados. Novas etapas de investigação científica são necessárias para confirmar o peso exato da flagelina nesse processo e para detalhar como o microbioma pode ser mapeado no futuro para otimizar a tolerância às vacinas.